Otosclerose: Perda Auditiva Possível de Tratamento

A Otosclerose é uma condição que pode causar perda auditiva, ela faz parte do grupo das causas de perdas auditivas condutivas. São perdas relacionadas a lesões ou doenças das partes externa ou média da orelha, que prejudicam a condução do som até a orelha interna (cóclea). Significa “uma condição de orelha dura” (do grego: ous, orelha; skleros, duro; osis, uma condição), sendo ela originada da anquilose (do grego: ankyloun, endurecer) da platina do estribo, e/ou do envolvimento generalizado da cápsula ótica. É uma doença relacionada ao osso e ao seu metabolismo, que causa a fixação do estribo (um dos ossículos da orelha média e o menor osso do corpo humano), que tem a função de conduzir a onda sonora até a cóclea.

Mas como isso interfere na audição?

Explicando de forma simples, a membrana timpânica, ao vibrar, faz vibrar o martelo, em seguida a bigorna e o estribo. Em pessoas com otosclerose, quando essa vibração chega ao estribo, ELA NÃO É TRANSMITIDA PARA A CÓCLEA, justamente por ele estar fixado, gerando a perda auditiva. A perda auditiva é o sintoma mais frequentemente relatado de otosclerose. Essa perda pode aparecer muito gradualmente em um ou nos dois ouvidos. Algumas pessoas também podem sentir tonturas, problemas de equilíbrio ou zumbido.

Seu início geralmente ocorre entre 20 e 30 anos de vida, como uma perda condutiva pura, atingindo o seu ápice ao redor da terceira década de vida. Usualmente, ela começa a se manifestar com perda auditiva próximo aos 30 anos de idade e vai piorando gradativamente ao longo da vida, podendo apresentar como um sintoma adicional o zumbido.

UM DADO IMPORTANTE sobre a otosclerose: Embora ainda suas causas não estejam totalmente esclarecidas, pesquisadores e médicos acreditam que a otosclerose é hereditária.

Outra característica da doença é que EM CERCA DE 80% DOS CASOS ELA É BILATERAL, mesmo que as orelhas manifestem a perda auditiva em momentos diferentes da vida.

Os sintomas dependem da fase de progressão da doença (sim ela progride) e incluem:


• Perda auditiva;

• Vertigem;

• Zumbido;

• Dificuldade de ouvir em ambiente ruidoso.

De início silencioso é comum que as pessoas (na sua maioria) demorem um tempo para buscar por uma avaliação pelo profissional de saúde! Essa definitivamente é a pior atitude a ser tomada diante do padrão progressivo da doença!

O diagnóstico de otosclerose foi obtido através da avaliação clínica (anamnese, exame otorrinolaringológico, audiometria tonal, vocal, imitanciometria e exames de imagens como tomografia), EXISTEM ALGUMAS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO da perda auditiva:

Pode ser tratada com medicamentos dependendo da fase que a doença encontra-se.

Pode ser feito procedimentos cirurgicos chamado ESTAPEDOTOMIA ou ESTAPEDECTOMIA, em que o estribo envolvido é substituído por uma prótese. Outra opção é o USO DE APARELHOS AUDITIVOS, podendo, em casos avançados, chegar a um Implante Coclear. A remodelação do osso é um processo vitalício natural do corpo humano, no qual o tecido ósseo se renova e substitui o tecido antigo por um novo. Na otosclerose, este crescimento anormal impede a condução das vibrações sonoras da orelha média para a orelha interna, ambas localizadas no interior do osso temporal.

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Dr. Adriano Guimarães Reis

Otorrinolaringologista

CRM/SP 180.092 | RQE 77.962

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