Os implantes hormonais ganharam grande destaque na medicina preventiva e na ginecologia nos últimos anos. Trata-se de pequenos bastões bioabsorvíveis ou de silicone inseridos sob a pele, geralmente na região do glúteo, que liberam dosagens hormonais de forma gradual e contínua na corrente sanguínea.
Como funcionam na prática? Diferente de pílulas de uso diário ou injeções periódicas que geram picos hormonais, o implante mantém níveis estáveis no organismo durante 6 meses a 1 ano. As substâncias utilizadas variam conforme a necessidade de cada paciente e os implantes podem ser divididos em hormonais como a Testosterona, Gestrinona, Oxandrolona, Estradiol, Progesterona e Implanom e os não hormonais como a Tadanafila, Resveratrol, Metformina, NADH.
Principais aplicações clínicas:
Ganho de massa magra (músculos) e massa óssea (ossos): Ajudam na manutenção e construção pois existe uma perda progressiva após os 40 anos.
Tratamento de condições ginecológicas: Auxiliam no controle da endometriose, miomas e sangramentos uterinos disfuncionais.
Alívio da TPM e contracepção: Reduzem dores pélvicas severas, oscilações de humor e impedem a ovulação (conforme a fórmula).
Terapia de Reposição Hormonal (TRH): Amenizam sintomas marcantes da menopausa, como ondas de calor, insônia e redução da libido.
Ganho de disposição: Ajudam a combater a fadiga quando há deficiência hormonal previamente diagnosticada.
Cuidados e alertas importantes: Apesar dos benefícios, a popularização do termo “chip da beleza” criou falsas expectativas. Implantes hormonais são tratamentos médicos e não devem ser vistos como soluções puramente estéticas.
A dosagem inadequada ou a indicação sem critérios podem provocar efeitos adversos, como surtos de acne, queda de cabelo, retenção hídrica severa e alterações na voz.
A decisão de adotar a terapia deve ser sempre individualizada, baseada em exames laboratoriais detalhados e acompanhada por um ginecologista ou endocrinologista de confiança.