Diante da crescente epidemia de nomofobia (termo que significa o medo irracional de ficar sem o seu celular ou ser impedido de usá-lo por algum motivo, como ausência de conexão à internet ou bateria fraca) cabe esclarecermos sobre os mitos e verdades envolvendo o uso de smartphones e os seus possíveis efeitos nocivos a saúde.
As frequências das ondas de rádio utilizadas pelos aparelhos celulares modernos estendem-se entre 450 e 2000 MHz (Mega Hertz – 106 Hz), que podem variar de acordo com as características da rede local de cada país. Nenhuma evidência prova que estas ondas de rádio dos smartphones tenham um impacto adverso direto na saúde humana como por exemplo o surgimento de lesões tumorais. No entanto, existem efeitos secundários adversos a serem considerados. Sendo eles desde algo simples como o aumento da temperatura no local onde o celular fica em contato (mãos, bolso e na face) até efeitos deletérios a memória e cognição.
Um estudo recente de 2022 publicado no Journal of Integrative Neuroscience em 2022 revelou que o tempo excessivo de telas durante a fase de desenvolvimento do cérebro, ou seja, em crianças e adolescentes, pode afetar a atenção, concentração, aprendizagem, saúde física e a memória. O termo “brainrot” cérebro apodrecido, eleita a palavra do ano pelo Oxford University Press em 2024, é um termo que descreve a deterioração mental e a dificuldade de concentração causadas pelo consumo excessivo de conteúdos digitais superficiais, virais ou de baixa qualidade, especialmente vídeos curtos.
Um outro exemplo de efeito secundário são o aumento de cervicalgia provocado pela posição de flexão da cabeça sobre o tronco adotado pelos seus usuários.
Outro grande malefício do contato prolongado do celular é o prejuízo no sono. Este ocorre por dois motivos básicos, o primeiro relacionado pelo uso abusivo destes aparelhos no período noturno, o que leva a um aumento na insônia inicial (especialmente em adolescente que ficam interagindo com jogos e rede sociais e reduzem significativamente o tempo de sono ou até mesmo trocam o dia pela noite). Outro efeito nocivo ao sono vem da luminosidade das telas. A luz emitida pelas telas dos dispositivos bloqueia a liberação da melatonina – que é o hormônio responsável por avisar ao corpo que está na hora de dormir.
Algumas dicas de como evitar os danos secundários da exposição prolongada destes aparelhos são:
Evite andar com o celular encostado diretamente sobre a pele (para evitar efeito do aquecimento local e possíveis queimadura leves), ao usar o aparelho celular se preocupar com ergonomia (evitar manter a cabeça baixa em postura de flexão prolongada), ao dormir manter o celular com uma distância de pelo menos 20/30 cm do rosto e com a tela virada para baixo para e evitar ao máximo a exposição a luz no período noturno e no modo silencioso se possível. O uso ponderado dos aparelhos de smartphones com estes cuidados diminui significativamente os efeitos adversos.