As amígdalas e as adenoides são estruturas importantes do sistema imunológico, especialmente na infância. Elas atuam como uma primeira barreira de defesa contra vírus e bactérias que entram pelo nariz e pela boca. No entanto, quando essas estruturas crescem além do normal ou sofrem infecções recorrentes, podem deixar de proteger e começar a causar problemas respiratórios, roncos, apneia do sono e infecções de repetição.
O tratamento inicial, na maioria dos casos, é clínico, feito com o acompanhamento médico e o uso de medicamentos para controlar infecções e inflamações. Antibióticos, anti-inflamatórios e cuidados gerais com a higiene nasal são fundamentais nessa fase. O objetivo é preservar as amígdalas e adenoides sempre que possível, já que elas têm papel imunológico relevante, principalmente nos primeiros anos de vida.
Porém, quando o quadro se torna crônico ou obstrutivo, a cirurgia passa a ser a melhor alternativa. A amigdalectomia (retirada das amígdalas) e a adenoidectomia (retirada das adenoides) são procedimentos seguros e realizados com técnicas modernas que proporcionam uma recuperação rápida e confortável. As indicações mais comuns incluem infecções de garganta de repetição, dificuldade respiratória noturna, roncos persistentes e alterações no sono ou na fala causadas pelo aumento dessas estruturas.
Durante o procedimento cirúrgico, o paciente é submetido à anestesia geral, e o médico otorrinolaringologista realiza a remoção das estruturas de forma precisa e minimamente invasiva. Hoje, o uso de tecnologias como bisturis de radiofrequência e coblação permite reduzir o sangramento e a dor no pós-operatório.
Além disso, o uso do laser tem se destacado como uma alternativa moderna e eficaz na cirurgia das amígdalas e adenoides. Essa tecnologia permite cortes mais precisos e controlados, o que resulta em menor sensação de dor no pós-operatório, menor chance de sangramentos durante e após o procedimento, além de acelerar o processo de cicatrização e recuperação. O laser contribui para uma experiência cirúrgica ainda mais confortável e segura, especialmente em pacientes pediátricos.
A recuperação costuma ser tranquila, exigindo repouso, hidratação adequada e uma dieta pastosa nos primeiros dias. Em poucos dias, o paciente já percebe melhora significativa na respiração, no sono e na qualidade de vida, além da redução das infecções recorrentes. Cada caso deve ser avaliado individualmente, e a experiência do médico otorrinolaringologista é fundamental para a melhor indicação do tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico, garantindo segurança, resultados eficazes e qualidade de vida ao paciente.