O uso de agonistas do GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, tem se tornado cada vez mais comum no tratamento da obesidade, do sobrepeso e de alterações metabólicas. Esses medicamentos atuam no controle do apetite, na saciedade e na regulação da glicemia, promovendo perda de peso significativa. No entanto, para que os resultados sejam sustentáveis e seguros, a reeducação alimentar é indispensável.
Durante o uso desses medicamentos, muitos pacientes relatam redução importante da fome, alteração na percepção do paladar e desconfortos gastrointestinais quando a alimentação não está adequada. Por isso, a dieta deve ser cuidadosamente planejada, priorizando refeições equilibradas, com boa ingestão de proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Comer menos não significa comer mal, pelo contrário, a qualidade nutricional torna-se ainda mais essencial nesse processo.
O nutricionista tem papel central nesse acompanhamento. É ele quem ajusta a alimentação às novas respostas do organismo, evitando deficiências nutricionais, perda excessiva de massa muscular e episódios de fraqueza ou indisposição. Além disso, o plano alimentar ajuda o paciente a reconhecer sinais de saciedade, organizar horários e construir hábitos que permaneçam mesmo após a suspensão do medicamento.
Dentro de um cuidado multidisciplinar, o trabalho conjunto entre médico, nutricionista e outros profissionais da saúde garante um tratamento mais completo e individualizado. Enquanto o medicamento atua como ferramenta auxiliar, a reeducação alimentar é o que realmente sustenta os resultados a longo prazo.
Ozempic e Mounjaro não substituem hábitos saudáveis. Eles potencializam resultados quando aliados a uma alimentação adequada, acompanhamento profissional e mudanças consistentes no estilo de vida. O sucesso do tratamento está justamente nessa combinação.