Nos últimos anos, tem crescido a busca por um visual mais natural e leve, o que fez aumentar a procura por cirurgias de mastopexia com explante — procedimento que une a retirada dos implantes mamários ao levantamento e remodelação do tecido mamário próprio. O objetivo é restaurar a forma e firmeza das mamas, mantendo harmonia e proporção corporal, sem o uso de próteses.
O procedimento é indicado para mulheres que desejam remover o implante por motivos estéticos, desconforto, envelhecimento da prótese ou intercorrências, como contratura capsular. Após anos de uso, é comum que a pele sofra flacidez e o tecido natural perca sustentação. A mastopexia, portanto, corrige essa queda, reposicionando a aréola e redistribuindo o tecido mamário, com ou sem enxerto de gordura para melhorar o volume e o contorno.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral e dura, em média, de duas a quatro horas. O tipo de cicatriz varia conforme a quantidade de pele removida e o grau de ptose (queda), podendo ser em torno da aréola, em “L” ou em “T invertido”. O retorno às atividades leves ocorre geralmente em duas semanas, enquanto o resultado final se consolida após alguns meses, quando o edema diminui e as cicatrizes amadurecem.
Mais do que uma questão estética, a mastopexia com explante tem também um impacto emocional. Muitas pacientes relatam sensação de liberdade, leveza e reconexão com o próprio corpo após o procedimento. A decisão deve sempre ser tomada após avaliação detalhada com o cirurgião plástico, que indicará a técnica ideal conforme o histórico, o tipo de pele e as expectativas individuais.
A cirurgia marca uma tendência que valoriza a naturalidade e o bem-estar, mostrando que autoestima e feminilidade vão muito além do tamanho das mamas: estão na harmonia entre corpo, saúde e autoconfiança.