A perda de peso é uma vitória, mas sem suporte integrativo, pode vir acompanhada de flacidez, queda capilar e perda de vitalidade. O segredo está em tratar de dentro para fora e de fora para dentro.
Nos últimos anos, os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como as “canetinhas do emagrecimento”, têm transformado a forma como tratamos a obesidade. Medicamentos como o Monjauro promovem uma redução significativa do apetite, melhoram o controle glicêmico e auxiliam na perda de peso de forma consistente. Porém, esse processo nem sempre é sinônimo de equilíbrio: quando o emagrecimento é rápido e sem suporte adequado, ele pode vir acompanhado de flacidez facial e corporal, queda de cabelo, perda de massa magra e vitalidade reduzida.
O principal motivo é que o uso dos análogos do GLP-1 costuma levar a uma diminuição da ingestão de proteínas, o que limita o estímulo anabólico necessário para a manutenção muscular e tecidual. Além disso, há aumento do catabolismo e do estresse oxidativo, processos que aceleram a degradação do colágeno, prejudicam o metabolismo cutâneo e comprometem a estrutura da pele.
Essa redução proteica global também afeta a produção de queratina e colágeno da bainha folicular, estruturas fundamentais para a força e o crescimento dos fios.
Por isso, durante o uso dos análogos do GLP-1 e no emagrecimento rápido, é comum observar eflúvio (queda difusa dos cabelos) ou alterações na qualidade e espessura dos fios, decorrentes não apenas da perda de peso, mas também de deficiências nutricionais e micronutricionais que se instalam ao longo do processo.
Por isso, o acompanhamento com um dermatologista com visão integrativa é fundamental.
Durante o processo de emagrecimento, é preciso avaliar e repor nutrientes essenciais, ferro, zinco, magnésio, vitaminas A, D, E, K, C, B1 e B12, e garantir adequada ingestão de proteínas em quantidade e distribuição ideais ao longo do dia. Quando necessário, podem ser associadas terapias intramusculares ou endovenosas, que potencializam a absorção e otimizam os níveis de nutrientes de forma mais rápida e eficaz.
Do ponto de vista estético, o suporte “de fora para dentro” é igualmente importante.
Tratamentos com bioestimuladores de colágeno, tecnologias como o Ultraformer e o Volwnewmer, além de terapias regenerativas com PDRN e exossomos, ajudam a restaurar firmeza e qualidade da pele. Quando há perda dos coxins de gordura ou relaxamento dos ligamentos faciais, algo comum após o emagrecimento, é importante complementar os bioestimuladores com preenchedores estruturais com ácido hialurônico. Essa reestruturação facial ajuda a restaurar pontos de sustentação e a equilibrar os volumes do rosto de forma natural e proporcional.
Essa combinação de estratégias, nutrição celular, suporte hormonal, estímulo de colágeno e regeneração cutânea, é o que permite que o paciente emagreça com saúde, vitalidade e beleza, mantendo uma aparência natural e preservando a jovialidade.
A Medicina Integrativa Dermatológica nos mostra que cuidar da pele é também cuidar do metabolismo, da nutrição e da energia vital. Emagrecer é só o começo; regenerar é o caminho da longevidade.