Sempre tive um grande amor pelas crianças. Quando decidi ser médica, tinha plena convicção que seria pediatria, pois nenhuma outra especialidade despertava tanto fascínio em mim.
Tenho 3 filhos maravilhosos, e minha filha mais velha, Marina, que é cirurgiã-dentista, também se apaixonou pela pediatria. Um amor que passou de mãe para filha.
Hoje me sinto plenamente realizada no âmbito pessoal e profissional. Ver uma filha que se inspirou em mim para escolher sua profissão é motivo de muito orgulho.
Tanto a pediatra quanto a odontopediatra tem o papel de orientar as famílias no sentido de prevenir as doenças e detectar precocemente qualquer tipo de distúrbio, para que seja adequadamente tratado e evite complicações futuras.
Os pediatras devem dar orientações quanto às vacinas, alimentação no primeiro ano de vida, estimular o aleitamento materno, acompanhar o crescimento e desenvolvimento em suas consultas de rotina dessas crianças até a fase em que se tornam adolescentes, orientando sempre que necessário.
Já os odontopediatras orientam hábitos de higiene, hábitos deletérios (chupeta, mamadeira e dedo) e até hábitos de alimentação, já que uma dieta cariogênica está diretamente relacionada à doença cárie. Assim como no pediatra, a ida ao odontopediatra deve ser periódica, e a primeira consulta deve acontecer antes do bebê completar 1 ano de vida (o ideal seria antes mesmo do irrompimento dos primeiros dentes), pois o nosso principal objetivo é trabalhar com prevenção e não com tratamento de lesões. Estamos caminhando para conseguir cada vez mais uma geração zero cárie de bebês, crianças e adolescentes.
Seguem algumas dicas de ouro, muito importante aos pais ou responsáveis:
• Demonstre interesse pelas ideias de seus filhos e por suas opiniões, independente da idade deles.
• Transmita confiança: ela é uma das maiores marcas de amor que uma criança pode receber.
• Divirta-se com suas piadas e brincadeiras.
• Conecte seu coração ao do seu filho. Deixe suas tarefas e preocupações de lado e sente-se com ele para prestar atenção naquilo que está fazendo.
• Assuma sua autoridade: as crianças precisam saber que não podem fazer tudo o que querem. Precisam de líderes fortes.
• Ame seu filho incondicionalmente.
Demonstre a ele esse amor, para que ele saiba que sempre pode contar com você, pois hoje em dia temos muitos casos de crianças e adolescentes que não conseguem conversar com os pais sobre o que está se passando em suas vidas, levando até à depressão ou suicídio. Lembre-se que o problema do seu filho pode ser pequeno para você, mas para ele pode ser algo muito significativo.