Um brasileiro conhecido como “Paciente de São Paulo” voltou a colocar o Brasil no centro das discussões científicas sobre o HIV. Ele conseguiu permanecer cerca de 78 semanas com carga viral indetectável após interromper o tratamento convencional, resultado obtido em um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, sob coordenação do infectologista Ricardo Sobhie Diaz.
O caso ganhou repercussão internacional por se tratar de uma possível remissão prolongada, também chamada de “cura funcional”. Nesse cenário, o vírus não é detectado nos exames mesmo sem o uso contínuo de antirretrovirais. No entanto, especialistas alertam que isso não significa eliminação completa do HIV do organismo, já que o vírus pode permanecer em reservatórios celulares.
O protocolo do estudo combinou intensificação da terapia antirretroviral com estratégias experimentais voltadas a estimular o sistema imunológico e atingir o vírus latente. Após o período sem medicação e com exames negativos, houve nova detecção viral em 2021, e o tratamento foi retomado — reforçando que ainda não se trata de cura definitiva.
Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo o padrão seguro e eficaz para controlar a infecção, impedir a progressão para Aids e reduzir a transmissão. Ainda assim, o caso brasileiro é considerado um avanço relevante na busca por novas abordagens terapêuticas.
A pesquisa sobre a cura do HIV segue como um dos maiores desafios da medicina contemporânea — e cada passo precisa ser analisado com rigor científico e cautela. Possível cura? Caso brasileiro reacende debate sobre remissão do HIV
Um brasileiro conhecido como “Paciente de São Paulo” voltou a colocar o Brasil no centro das discussões científicas sobre o HIV. Ele conseguiu permanecer cerca de 78 semanas com carga viral indetectável após interromper o tratamento convencional, resultado obtido em um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, sob coordenação do infectologista Ricardo Sobhie Diaz.
O caso ganhou repercussão internacional por se tratar de uma possível remissão prolongada, também chamada de “cura funcional”. Nesse cenário, o vírus não é detectado nos exames mesmo sem o uso contínuo de antirretrovirais. No entanto, especialistas alertam que isso não significa eliminação completa do HIV do organismo, já que o vírus pode permanecer em reservatórios celulares.
O protocolo do estudo combinou intensificação da terapia antirretroviral com estratégias experimentais voltadas a estimular o sistema imunológico e atingir o vírus latente. Após o período sem medicação e com exames negativos, houve nova detecção viral em 2021, e o tratamento foi retomado — reforçando que ainda não se trata de cura definitiva.
Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo o padrão seguro e eficaz para controlar a infecção, impedir a progressão para Aids e reduzir a transmissão. Ainda assim, o caso brasileiro é considerado um avanço relevante na busca por novas abordagens terapêuticas.
A pesquisa sobre a cura do HIV segue como um dos maiores desafios da medicina contemporânea — e cada passo precisa ser analisado com rigor científico e cautela.