Você Procrastina?

20 de agosto de 2026

Se a resposta for “sim”, saiba que este comportamento está sendo mais comum do que se pensa, porque são muitas as demandas, e dar conta de tudo, em um mundo cheio de incertezas e responsabilidades, não é nada fácil.

Procrastinação é um atraso desnecessário e irracional de uma tarefa ou tomada de decisão, acompanhado de desconforto psicológico e emoções negativas como: arrependimento, culpa e insatisfação. É usada como uma estratégia de enfrentamento diante de tarefas aversivas.

A pessoa que procrastina está geralmente com muitas tarefas a realizar (difíceis ou desagradáveis), sente-se mal consigo mesma por não conseguir realizá-las, mas, ao mesmo tempo, sente um alívio momentâneo (temporário) ao adiá-las, deixá-las para depois…

Postergar uma tarefa ou decisão adotando um comportamento procrastinatório é prejudicial, tem consequências negativas para a qualidade de vida da pessoa, pois refletirá no seu trabalho, nos seus estudos e relacionamentos e na sua forma de ver o mundo.

As causas deste comportamento podem ser: desorganização, falta de autoconfiança, medo de fracassar, perfeccionismo, intolerância à frustração, dúvidas em relação ao que deve executar, excesso de responsabilidades, falta de amor-próprio, crenças limitantes, etc.

A pessoa que procrastina foge do seu foco principal e busca desculpas para não realizar as tarefas necessárias. Fica sem as executar, mas não descansa. Pensa, pensa, mas não as realiza (gerando uma grande ansiedade, sentimento de ser incapaz, angústia e até depressão). Vem, então, a autocobrança, o desapontamento pessoal e a busca incessante de reverter o erro.

Ser procrastinador é diferente de ser preguiçoso.

O preguiçoso não faz nada e sente-se bem assim. Já o procrastinador quer fazer algo, mas não consegue se forçar a começar. Quer cumprir suas obrigações, mas não sabe como…

A procrastinação pode ser autodefesa, tentativa de evitar dores existenciais como: rejeição, humilhação, julgamento, e outras.

Para combater a procrastinação é importante a pessoa refletir sobre os motivos que a levam a deixar essas tarefas para depois (autoconhecimento).

Também deve focar no que precisa ser feito, estabelecer prioridades de tarefas, resolver primeiro as mais fáceis. Importante também é bloquear estímulos que a desviam do seu objetivo principal, descobrir o que a motiva, dividir grandes tarefas, fazer pausas regulares e reconhecer as suas conquistas, os seus acertos.

Crenças negativas sobre si e sobre essas tarefas também estão relacionadas à dificuldade de modificar os comportamentos procrastinatórios.

Quando modificamos crenças irracionais e acentuamos crenças racionais, aprendemos estratégias mais adaptativas para enfrentarmos os eventos estressantes da vida.

Se você encontra dificuldades para fazer isso, busque ajuda profissional!

Psicóloga Geldes Aparecida Gomes
Cooperada da Unipsico Rio Preto
Professora, Pedagoga e Psicóloga Clínica pós-graduada pela Famerp.

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Unipsico São José do Rio Preto

Psicologia | Neuropsicologia

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